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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

poema de Vinicius de Moraes Ai de Quem Ama ....

 


Ai de Quem Ama ....poema de Vinicius de Moraes






Quanta tristeza
Há nesta vida
Só incerteza
Só despedida

Amar é triste
O que é que existe?
O amor

Ama, canta
Sofre tanta
Tanta saudade
Do seu carinho
Quanta saudade

Amar sozinho
Ai de quem ama
Vive dizendo
Adeus, adeus

Vinícius de Moraes

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

o beijo

Beijar é algo que faz muito bem à saúde... não apenas relacionado a questão da atração entre pessoas.....mas, a ciência hoje em dia já vem nos mostrando que essa questão vai além do que se pensa....ou sente!!!!
Quando você beija alguém na boca, o cérebro libera endorfinas, responsáveis pela sensação de bem estar e prazer... Isso combate a depressão.
Uma pesquisa feita pelo American Association for the Advancement of Science, em Chicago, nos Estado Unidos, indicaram que o ato de beijar é uma ferramenta importante para melhorar a qualidade de vida e definir se haverá compatibilidade em um relacionamento.
Um dos trabalhos divulgados foi o da neurocientista Wendy Hill, da Lafayette College, na Pensilvânia. Ela avaliou quinze casais, com idades entre 18 e 22 anos, e concluiu que o beijo na boca equilibra uma série de hormônios.
Os voluntários foram divididos em dois grupos. No primeiro, o beijo era liberado. Para o segundo, apenas as mãos podiam ficar entrelaçadas.
O cortisol, substância que é gatilho para o stress, diminuiu no corpo dos participantes do grupo um.
A ocitocina, fundamental no desenvolvimento de afeto e necessidade de cuidado com o outro, aumentou na corrente sanguínea desses mesmos jovens.
Esse hormônio, que até há pouco tempo era conhecido por fortalecer os vínculos entre mãe e bebê na hora da amamentação, começa a ser chamado também de "substância do amor" justamente pelas comprovações de que ele entra em ebulição após o contato prazeroso entre as bocas.
Em tempos passados beijar era bem mais do que um simples gesto de carinho.
Os hebreus beijavam em todas as saudações. Para os persas, os diferentes tipos de beijo identificavam a classe social da pessoa. Somente a partir do Renascimento que o beijo passou a ser utilizado como conhecemos hoje.
O beijo permite a aproximação , e intensifica laços de afeto e confiança....

Além disso o beijo acalma, estimula a função circulatória, pois aumenta os batimentos cardíacos,e com isso aumenta a oxigenação das células; diminue a insônia, as dores de cabeça,além de ajudar a liberar sentimentos reprimidos e aliviar o stress....
Lembrando sempre que é um ótimo recurso para ser usado nas preliminares de um relacionamento sexual...
O beijo implica ao mesmo tempo, acesso ao corpo do outro e uma entrega talvez maior do que a da relação sexual. Tanto que ,quando um relacionamento está desgastado, o beijo vai ficando cada vez mais escasso e diplomático...até chegar a um " selinho" no máximo!
Muitos casais até mantém o sexo, mas perdem a capacidade de beijar.
A boca é a primeira parte do corpo com a qual exploramos o mundo, "a partir da amamentação, ou seja, do peito da mãe. Ou seja, por meio da boca somos apresentados 'a noção de prazer (alimentação).
Existem outras pesquisas que nos mostram que o primeiro beijo do casal define o rumo da relação. Após o primeiro contato, a maioria dos pesquisados revelou que não estavam mais interessados em alguém por quem se sentiam atraídos anteriormente. Segundo o pesquisador Gallup, "É possível que o beijo ative mecanismos evoluídos que funcionam para desencorajar a reprodução entre indivíduos que seriam geneticamente incompatíveis".

É conhecido que as prostitutas ou garotas de programa evitam o beijo, e se o fazem cobram um preço maior por isso. E alegam que é um ato que envolve excesso
de intimidade e que envolve sentimento.
A terapeuta do amor, Cláudya Toledo, sugere 7 tipos de beijos para ativar a saúde física, sexual, financeira, emocional, social, mental e espiritual, a saber:
1- Beijo Animal: morde os lábios e "ataca" ferozmente o outro. Representa Força
2- Beijo Flex: beijo com muita língua, saliva, mordidinhas. Representa Prazer.
3- Beijo Power: um dita o rítmo para o outro. Representa Posse.
4- Beijo Doce: as línguas se entrelaçam suavemente, os corpos se unem carinhosamente.Representa Amor.

5- Beijo Surpresa: aquele roubado, causa susto e prazer inesperado, faz rir. Representa Alegria.
6- Beijo Focado: penetração da língua na boca como um ato sexual. Representa Intenção Sexual.
7- Beijo Tântrico: é aquele que evolui do tipo animal ao focado naturalmente, mudando a energia e as intenções. Representa União, Integração e Êxtase.
Feche os olhos, chegue bem juntinho, sinta o perfume do outro e aproxime os lábios, relaxe e se entregue ao maravilhoso encaixe do beijo. Experimente!!!
É bom demais, não é?
Aquela maravilhosa sensação de sentir o coração bater tanto no peito que parece que vai sair (os batimentos saltam de 70 para 150 batimentos por minuto), o corpo todo recebe uma maravilhosa injeção de prazer. Todos os sentidos se intensificam, o desejo cresce e incendeia.
Bom, o segredo real para se ter um bom beijo é se soltar e não pensar em fórmula mágica...tem que ter química!!!!
Ou seja...se está gostoso é porque deve estar certo!!!!
Se solte
Relaxe
Não tenha pressa
Procure sintonia com o outro
Inove
Feche os olhos
Provoque um bis
Sorria
E, escove os dentes SEMPRE!
Uma semana de muitos BEIJOS à todos!!!!

http://espacodacigana.blogspot.com.br/2010/08/o-poder-do-beijo.html

sábado, 17 de agosto de 2013

De repente um olhar



Quem será?

Através dos óculos escuros, percebo uma forte energia surgindo no ar. Dentro de mim, o sangue irrigando meu coração que lateja, bate forte, quase dói.

Estranho, devo estar ficando louca. A razão me diz: Continue seu caminho que já vai passar. Obedeço. Mas outra vez, lá estão aqueles óculos escuros em meu caminho. O sol ofuscando sua visão, mesmo sendo escuros os óculos , os olhos recebem a luz, ou talvez emanem a luz. O que eu sinto são fortes batidas, mais fortes que antes, mais latejantes, dói.

Novamente a razão me diz: Siga!

Dessa vez escuto, mas não tenho a mínima vontade de obedecer. Meu rosto já se transformou e meu sorriso encheu todos os espaços antes encobertos por silêncios.

Sem me desligar desta surpreendente sensação sento-me a aguardar algum transporte que me leve de volta a realidade, pois neste momento tudo parece um sonho.

“Vai pra cidade? Quer uma carona?”

O sonho continua. Um turbilhão de emoções em uma fração de segundos. Não vá! Diz a razão.

Sim! Diz meu coração que neste momento parece ter o dobro do tamanho.

As mãos trêmulas, as pernas bambas, os olhos presos naqueles óculos escuros voltados em minha direção.

Sua voz ainda fala em minha cabeça, seu perfume ainda penetra meus sentidos, suas mãos ainda povoam minhas lembranças.

Durante a conversa descontraída, só consigo tentar imaginar quem é você. Como posso sentir tudo isso por um completo estanho!

Neste momento, não penso em amizade, em solidariedade ou em qualquer outra forma de me relacionar com você, pois minha vontade de te beijar é gritante.

Chegamos. Nem vi por onde viemos. Só sei que chegamos. Nossas mãos se tocam em uma falsidade que até me envergonho. Não é isso que eu quero, não quero te cumprimentar com um aperto de mãos. Quero te abraçar, sentir esse perfume mais de perto, sentir o calor da sua pele na minha, sentir o seu toque. Meus olhos se dirigem para sua boca enquanto minha mão suada aperta a sua numa despedida hipócrita.

Saio. Me maldizendo por saber que nunca mais te verei. Como pude sair assim?  Porque não pedi pra ir mais a frente, inventei uma desculpa pra não te deixar ir embora!

Meu coração que agora tem o triplo do tamanho me cobra furioso por uma resposta. Minha razão se calou, um silêncio mortal.

Neste diálogo interior, nem percebo um carro se aproximando e lá de dentro uma mão estendida me oferece algo. Seu cartão! Telefone, e-mail, nome!

Meu Deus! Ainda bem que ele consegue pensar, porque eu já não sei nem respirar mais. Não posso dizer nada, porque se abrir minha boca o coração que agora tem o quádruplo do tamanho voa pela boca. A dor se estende pelo meu estômago, indo até mais embaixo como uma facada certeira na região mais íntima do meu ser.

Vai existir um amanhã!

Hoje, faz uma semana que tudo aconteceu e ainda consigo reviver cada minuto.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

reencontro

Tenho ouvido com uma certa frequência das pessoas que elas tem perdido a capacidade de se comunicar com seus sentimentos mais honestos e profundos. Normalmente se queixam que estão assim em decorrência de um amor não correspondido ou de uma situação de traição, quebra de confiança ou agressão.

O seu está assim?
“As vezes fico tentando me lembrar daquela pessoa com quem vivi momentos especiais só para voltar a ter aquela sensação de pureza e entrega. Tenho medo de nunca mais voltar a sentir isso de novo!”

Essa frase é honesta e vem acompanhada de um desassossego em função de novos relacionamentos amorosos. Parece que se tornam impenetráveis, sentem aquela nova relação como se fosse algo improvisado e nunca definitivo.

Se esqueceram como é amar. Amor profundo!

Foram emocionalmente sequestradas por um fracasso no amor.

É como se estivessem gritando por dentro: “Tenho saudades de mim!”

As vezes ficam solteiras por muito tempo, congeladas emocionalmente. Conseguem administrar bem os desejos sexuais com transas ocasionais, mas no fundo, trocariam todas as melhores transas por aquela sensação de amor especial.

“Nao consigo mais me apaixonar! Nem que eu queira. Já tentei, me esforcei, a pessoa era ótima, mas parece que algo não anda dentro de mim.”

Curiosamente se tornam pessoas “quebradoras de coração”. Encantam, seduzem, envolvem, falam coisas especiais, mas todas elas vazias de uma real intenção amorosa.

“Eu me esforço, tento me envolver, até faço planos, mas algo dentro de mim ficou oco.”

As vezes vão atrás da última pessoa por quem sentiram algo especial. Ao se deparar com a pessoa percebem que não é ela e que mesmo com aquela pessoa nada mais aconteceria.

“Quando o vi de novo, meu coração bateu mais forte, achei que poderia vivenciar tudo de novo. Mas foi só uma miragem, transamos e no dia seguinte eu estava de novo com aquela pedra de gelo incômoda instalada no meu peito de novo.”

Sentem como se estivessem mortas, frias e indiferentes ao sentimento dos outros.

O medo de se machucar criou uma armadura em torno de seu coração.

A saída nem sempre é fácil. Ficou claro que não basta que a pessoa tente resgatar aquela pessoa do passado. Nem adiantaria voltar no tempo.

O grande treino é voltar lentamente a assumir pequenos riscos pessoais.

Sair daquela zona de conforto emocional, ousar um pouco mais. Conseguir insistir mesmo que a dor comece a surgir. Não esperar que algo seja garantido para experimentar uma emoção consistente.

A garantia de que não haverá mais machucado não existe. Portanto, ausência de dor não é um critério. Mas caminhar apesar da dor e do medo.

A vulnerabilidade não é uma fraqueza, mas uma força. Agir à partir da vulnerabilidade devolve a você algo que está mais próximo de um sentimento real. Ser “forte” é agir de modo desgovernado, com orgulho, sem consistência, experiência garantida de desamor.

O risco de ser vulnerável coloca você diante de sentimentos ambíguos, confusos e até contraditórios, no entanto, que movimentam muito mais sua vida emocional. Se parecem frágeis é somente pelo fato de que remetem você à fases da vida onde havia muito mais disponibilidade emocional.

A força vem da verdade do que se sente, mais do que da segurança de não sofrer.

Antes de desistir e deixar seu coração em baixas temperaturas, entenda que nisso a única pessoa que sai perdendo é você.’

Ame como se nunca tivesse sido ferida antes!

- Fred Mattos

domingo, 19 de maio de 2013



Relações de pingue-pongue

Existem pessoas que possuem uma tal incapacidade para resolver a sua vida afetiva, que mantêm relações “penduradas” durante semanas, meses ou anos.

As coisas processam-se mais ou menos assim: nenhuma relação é formalmente terminada, em vez disso “dá-se um tempo”, ou surge uma briga que provoca o afastamento.

Os dias vão passando e, face ao silêncio, um decide enviar um “pingue” para ver se o outro responde com um “pongue”, e a relação restabelece-se .Não é uma comunicação normal sem subterfúgios. Não é dito diretamente que tem vontade de rever o outro, porque na realidade não é bem disso que se trata.

O que motiva a reaproximação não é propriamente o afeto, mas algo mais sutil do tipo “vamos ver qual é o impacto que ainda tenho em você”. Aproxima-se mais da tentativa de testar qual o poder que ainda pode exercer sobre o(a) ex-amante, se ele(a) ainda pensa nele(a), se está disponível para que tudo volte ao mesmo.

As estratégias são do mais variado que há. Ligar para saber uma informação que poderia obter através de 500 outras vias, enviar um email do tipo “corrente da amizade”, telefonar para saber se o outro está bem, perguntar pelo ex. a um amigo comum (sabendo de antemão que aquela pessoa vai correndo contar que foi questionado a esse propósito), tudo vale para restabelecer uma relação que nada tem de saudável na sua essência, uma vez que não há terreno sólido para que se fortaleça. Apenas existe o prolongamento de situações que já deveriam estar mortas e bem mortas … e um “bom morto” não se transforma em fantasma , nem teima em assombrar a vida de alguém.

As relações de pingue-pongue, fazem com que permaneçam ligados, ainda que superficialmente, sem haver coragem para discutir o que correu mal na relação, nem tampouco capacidade para superar problemas que inevitavelmente vão surgindo. À mínima contrariedade surge outra vez o afastamento. Tudo fica em suspenso, sem diálogo, sem discussão.

Se, por um lado, não são colocados pontos finais, por outro não é permitido que haja um aprofundamento da relação. Há, por assim dizer, uma constante fuga ao estabelecimento de laços estáveis e, ao mesmo tempo, uma enorme incapacidade para marcar fronteiras entre o que é e não é gratificante para cada um dos pares. Por isso, a luta é no sentido de não haver um final de algo que, afinal de contas, não passa de uma relação superficial.

Se estas relações fossem mediadas pelo afeto, existiria o desejo de mudança. Mas parece que de algum modo, para estas pessoas as reticências pontuam e marcam o compasso das suas vidas. Preferem manter a sensação de possuírem inúmeras relações “em morte cerebral", recusando-se a desligar a máquina que as mantém artificialmente vivas.
Assim sendo, permanece o sentimento de poder face ao outro e, ainda que por uns tempos- as vezes muito tempo- iludem a solidão.

O que se esquecem é que perdem tempo, energia e sonhos que poderiam ser canalizados para outras relações e para a construção de projetos emocionalmente saudáveis.




Aglair Grein ( psicanalista)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Aos feridos pela rejeição




Eu gostaria de escrever sobre um grupo específico de sofredores: aqueles que cresceram com um sentimento de menos valia, por não se sentirem amados por seus pais. Filhos criados com indiferença, que maltratam seus filhos, que, por sua vez, não têm muito que dar aos seus. E quando este círculo vicioso irá acabar? Que adianta viver em uma era de informação se ela não servir para nos transformar por dentro, e nos suprir onde houve faltas, e remendar onde houve rasgos?



Vou usar como exemplo de cativeiro quatro mulheres: duas belas de doer por fora e as quatro lindas de emocionar por dentro (por bondade). Mas todas se julgam severamente ou se contentam em ficar com as migalhas. Uma está presa dentro de casa, comendo sem parar, com síndrome de pânico, atraindo toda a má sorte nos negócios e na saúde.

A segunda está praticamente exilada em outro país, quase catatônica, vivendo a trama de um casamento do qual não consegue escapar e, por outro lado, sem nenhuma iniciativa para cuidar da sua vida.

A terceira se fustiga com a severidade de um monge fanático e já encontrou todas as explicações possíveis para a sua desdita, abafando seus imensos talentos como se empurra um gênio para dentro de uma garrafa.

A última, uma das belas de doer, consome lentamente sua juventude entre quatro paredes, morrendo na inanição amorosa com parceiros inadequados e sabendo que precisa mudar sua vida, mas sem ânimo para isto.



O que têm em comum estas quatro mulheres? Uma dilacerante dor de amor, a funda ferida de uma rejeição: todas têm problemas com a mãe. Nenhuma se sentiu amada.



Estas mulheres falham em nome da mãe. Precisam cumprir a profecia de não serem dignas de serem amadas ou de serem felizes. Tiveram de engolir uma incontornável dificuldade e hostilidade neste relacionamento primário. Tentaram lutar contra isto à exaustão, e por isto se afundaram.



Todas aguardam o olhar bondoso, eternizado em belas pinturas, que as grandes santas reservaram aos seus filhos adotivos, todos nós. A verdade é que, quanto mais esperam isto, menos recebem. Eis o que terão: julgamentos, indiferença, reclamações, ordens, críticas, desprezo.



Estas mulheres aguardam o dia em que isto irá mudar. Em que a áspera mãe irá acolhê-las e niná-las nos braços e dizer-lhes o quanto cresceram e são dignas. São como um pequeno fragmento que se tornou uma pérola, mas que ainda se enxergam tão somente como a tosca poeira.



As filhas de mães brutas, incapazes, infelizes, grosseiras ou indiferentes completaram-se no que faltava às suas mães, e ficaram grandiosas, mas são incapazes de voltar para elas mesmas o que distribuem aos borbotões para os outros: afagam homens mimados, acreditam em mentirosos, ficam com quem não as merece. São tripudiadas, enganadas, humilhadas, trancafiadas, submetidas.



Estas filhas aguentam toneladas de mensagens na mídia de pais bacanas e maravilhosos, os quais jamais serão os seus, e eles sabem disso.

A realidade as atormenta. Mas insistem na redenção, e se sacrificam em seu altar como se fosse o único caminho.



Meninas e meninos autoimolados, por uma única vez enxuguem o excesso desta sensibilidade, parem de insistir no que é inútil. Descubram, por favor, a sua verdade.Dêem fim aos seus sofrimentos por sua própria conta, como quem rasga um papel de uma dívida infinita. Declarem sua independência, como tantos países fizeram sempre que acharam que era tempo de terem seus próprios governos. Não esperem que seus pais abram as portas de suas gaiolas e as levem brandamente para os seus ninhos.



Meninas e meninos mal amados, há coisas que vocês só descobrirão por si mesmos, se ousarem fazer isto, o que requer coragem. A vida nunca disse que seria fácil, e tampouco segura. Saltem para fora de seus muros (sim, ele estava lá, mas vocês depois os reforçaram com mais tijolos de sofrimento, mágoa, culpa e autopiedade) e verão que não é difícil fazer isto e que não se tornarão meninas e meninos maus, pois o sofrimento deixou uma pequena pérola em seus corações. Olhem para ela e dêem-na a quem a merece, principalmente a vocês mesmos.



Meninas e meninos queridos, preciso lhes dizer que bruxas não se transformam em fadas, a não ser nos contos, e não há mais tempo para esperar por isto.

Se vocês não tomarem uma atitude (e, se realmente procurarem, encontrarão um número enorme de ajudas e tratamentos, para todos os bolsos), ninguém fará isto por vocês. Abraços ( Aglair Grein, psicanalista)

terça-feira, 16 de abril de 2013

A delicada posição da "Outra"

Muito bom esse texto. Estou aqui compartilhando porque concordo com o que foi dito

bjs e boa leitura!


Diálogos do cotidiano: A delicada posição da "Outra": Tornar-se amante de um homem casado é sempre uma questão delicada. Movido por diversos motivos –amor, paixão, carência, sexo, comodismo...

sábado, 16 de março de 2013

Mergulho da alma

Abandonei minha solidão em teu nome.
Abri mão do medo, revelei meus segredos,
ofertei mais que uma perfeita alma feminina apenas,
pra você fui humana!
Encarei-te de frente, sem véu, sem maquilagem, fui além da sombra da minha imagem…
Fui clara feito a luz… Diante de ti me expus.

Abdiquei dos medos comuns, quebrei antigas regras,
ousei ser original!
Contive meu desgoverno, arrumei minha desordem,
fui tão boa quanto se pode ser mau…

Fui quase fatal.

Mergulhei fundo em mim, encarei minha alma de criança,
olhei nos olhos da esperança até novamente acreditar.
Eu sabia que habitavas meu cerne…!
E fui aos confins de mim para poder te encontrar.

Tu me traístes.
Tornara-te amigo de meus inimigos,
agora sou mais uma a qual insultas, de tantas que já te amaram.
Pobre infeliz!
Pois ao mergulhar fundo em mim, encontrei-me feliz, sem ti.



Gil Façanha ( adaptado)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pessoas Controladoras

                                      Pessoas controladoras têm uma vida terrível e querem tornar a vida daqueles com quem eles convivem igualmente difícil, sejam seus familiares, cônjuges, colegas de trabalho ou amigos. A necessidade de estar em controle é um transtorno muito difícil de curar.
Tive a oportunidade de me relacionar com um maníaco por controle.
Controladores são as pessoas que insistem em ter o comando e exercer o controle em todas as interações com você. Eles querem definir a agenda e decidir o que é que você vai fazer e quando você vai fazer. Eles têm uma necessidade dirigir o espetáculo e tomar as decisões. Geralmente eles te manipulam para que você entenda que se você não aderir às suas exigências, eles farão o possível para tornar sua vida infeliz.
Certamente, é natural querer estar no controle de certas situações na sua vida. Mas quando você tem de estar no controle das pessoas ao seu redor, bem como, quando você literalmente não pode descansar até que as coisas sejam exatamente do seu jeito, você tem um transtorno de personalidade. Pessoas controladoras acreditam que podem proteger-se por manter o controle de todos os aspectos de suas vidas, incluindo seus relacionamentos. Sua necessidade e vontade de controlar causa estresse em outras pessoas para que eles possam manter um senso de ordem. Essas pessoas estão cheias de ansiedade, medo, insegurança e raiva. Elas são muito críticas em relação às pessoas a sua volta, seus cônjuges, amigos e familiares, mas por baixo deste autoritarismo se esconde uma montanha de infelicidade.
O excesso de controle dá-lhes a ilusão temporária de que está tudo bem e também a sensação de calma. Quando eles sentem que estão prevalecendo é possível sentir a tensão saindo deles. O controlador é uma pessoa assustada. Parte de sua estratégia é a de induzir em você o medo com uma ameaça sutil de perda. Uma vez que os riscos emocionais são altos para eles, eles precisam afirmar-se com você para não se sentir tão impotentes. Abrir mão do controle é o mesmo que se tornar vítima e ficar oprimido. Geralmente pessoas controladoras não tem problemas apenas com você, mas com todos a sua volta. Pergunte para seus empregados, parentes e pessoas próximas que todos vão lhe passar a mesma impressão.
Abaixo listamos algumas características de pessoas que possuem este transtorno.
  • Adoram ser o centro das atenções.
  • Raramente acham ou aceitam que estão errados.
  • Fazem listas para tudo em sua vida.
  • Quando se trata de eventos sociais, preferem fazer o planejamento.
  • Querem apenas falar e ficam entediados quando tem que ouvir a conversa de outras pessoas
  • Quando você está com esta pessoa você está apenas ouvindo o tempo todo e ela não lhe dá espaço para falar ou parece desconsiderar suas opiniões.
  • Tendem a pensar que sabem o que é melhor para as outras pessoas.
  • Não gostam de estar em um carro se não estiverem dirigindo.
  • Não gosta de pessoas mexendo em suas coisas.
  • É extremamente crítico.
  • Não conseguem esperar por pessoas que estão alguns minutos atrasadas.
  • É extremamente teimosa.
  • Tendem a interromper as pessoas o tempo todo.
  • Não gosta de receber ordens.
  • Não aceita quando outras pessoas discordam de dela.
  • Ficam facilmente irritadas.
  • Geralmente não confiam nas pessoas.
  • Sempre que você apresenta uma ideia ela lhe responde com outra ideia ou uma variação da sua
  • Nuca, nunca, nunca deixa de ter a última palavra

Você ou qualquer pessoa com a qual você convive que tiver 50% ou mais destas características certamente se trata de uma pessoa compulsivamente controladora.

Como Lidar com uma Pessoa Controladora


Agora que você já conseguiu identificar se alguém tem o transtorno de precisar estar em controle, falta entender como lidar com ela. Não é fácil e requer muita paciência, mas é possível e necessário para que sua vida não vire um inferno.

1 – Fique Calmo


Comporte-se de forma consistente, calma e paciente com eles. Ficar com raiva simplesmente não funciona. Se é uma relação pessoal e está se tornando abusiva, saia e dê um tempo na relação de vocês. Diga a ele que você precisa de uma pausa para seguir em frente na sua vida. Entenda que pessoas controladoras não melhoram até procurar uma terapia de longo prazo. Se for alguém de quem você não pode se afastar, apenas tente ficar fora de seu caminho. A pior coisa que você pode fazer é contrariá-los ou expô-los, porque você só irá perder seu tempo. Eles não vão e não conseguem mudar sem ajuda profissional. Invente boas desculpas para não estar por perto o tempo todo.

2 – Não Discuta


Se uma pessoa controladora toma uma decisão é inútil discutir com ela sobre isso ou tentar apresentar uma melhor solução. Pessoas que precisam estar no controle não possuem habilidades de enfrentamento. Eles acreditam que ninguém pode fazer um trabalho ou tomar uma decisão tão boa quanto elas. Elas literalmente acreditam que sua opinião ou sugestão é irrelevante, pois a opinião deles (para eles) já é a melhor possível.

Entrar em um projeto ou trabalhar em algo junto de um “maníaco por controle” é uma enorme frustração. Eles vão rejeitar a maioria ou todas as suas ideias. Não é pessoal, não é que suas ideias são ruins, mas simplesmente eles não a consideram. Seja solidário e positivo, mas entenda que a sua voz não será ouvida. O único jeito de manter a paz é concordar com eles até que você possa sair deste projeto ou se afastar desta situação.

3 – Perceba que sua vida é importante.


Há sempre outros trabalhos e outras pessoas para se ter relacionamentos saudáveis. Se a situação é intolerável, não se torture e encontre uma saída. Ninguém deve ter o poder de “controlar” a sua vida. É a sua vida. Apesar de que um casal sempre deve trabalhar juntos para atingirem seus objetivos e melhorar, as decisões devem sempre ser tomadas em conjunto e não unilateralmente. Se a pessoa controladora for seu marido ou esposa converse com ele sobre procurar ajuda profissional, mas lembre que por ser controladora ela vai querer controlar também esta decisão.

4 – Escolha perdoar.


Maníacos por controle estão cheios de medos e inseguranças que nunca os deixam satisfeitos ou felizes. Eles exigem a perfeição de si mesmos e todos nós sabemos que a perfeição não é fácil de alcançar se não impossível. Se não procurarem ajuda eles nunca irão encontrar a paz em suas vidas.

5 – Mantenha sua Autoestima


Começar a construir a sua própria autoestima. Se você convive com um maníaco por controle, eles podem tentar convencê-lo de que você é inútil e que você é inferior a eles. Não acredite neles por um minuto. Pessoas controladoras gostam de fazer as pessoas se sentirem inseguras sobre si mesmos. Não caia nos seus truques. Comece a distanciar-se lentamente.

6 – Mostre que Eles não Estão no Controle


Faça exigências em relação a eles. Peça-lhes para enviar-lhe algo ou fazer algumas coisas para você. Estipule prazos em que eles tem que fazer algo por você. Ao pedir algo deles, você vai estar indicando que você não está intimidada ou diminuída por seus padrões de comportamento. Se ela estiver dominando as conversas, calmamente diga: “Eu aprecio os seus comentários, mas eu gostaria de expressar minhas opiniões também.” A pessoa pode não ter consciência de que ele ou ela está monopolizando a discussão, e de bom grado mudar.

8) Lembre-se de que Eles tem um problema


Tenha em mente que maníacos do controle não está tentando machucá-lo, eles estão tentando se proteger. Lembre-se de que seu comportamento em relação a você não é pessoal, a compulsão estava lá antes de você conhecê-lo, e ele vai ser sempre assim, a menos que procure ajuda profissional. Entenda que eles são manipuladores hábeis, astutos e intimidantes, debatedores ensaiados e excelentes em distorcer a realidade e fazer com que pessoas acreditem nas suas versões dos fatos para conseguir aliados.

Para não sentir degradado, humilhado e ter o sua autoestima agredida, você precisa evitar ser controlada por qualquer pessoa com este comportamento. Quando você está preso em um relacionamento verdadeiramente destrutivo e controlador, a melhor resposta pode ser a de ir embora. Caso seja um casamento, é importante procurar ajuda profissional de psiquiatras e psicólogos. Você tem que entender que estas pessoas estão com raiva e com medo de deixar você ir. Por isso, vão tentar persuadi-lo novamente para tentar se sentir no controle. Lembre que sem ajuda profissional é pouco provável que haja qualquer mudança.