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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A magia das árvores

A mera presença delas desperta uma paz e um sossego na alma humana. Esse é um segredo que explica por que - desde os tempos mais remotos - em todos os cantos do mundo, os sábios e místicos têm usado florestas como locais de refúgio e de inspiração. Há uma relação natural e instintiva entre a árvore e o homem. Até os seus modos de respirar se completam.

É difícil imaginar seres tão benéficos quanto as árvores. Elas embelezam a paisagem, dão sombra, madeira, frutas, e são o refúgio e abrigo de pássaros e outras espécies de animais. Comunicam o subsolo com a atmosfera e purificam o ar. Atraem nuvens, regulam as chuvas, estabilizam o clima e garantem a umidade do solo. Combatem a erosão e evitam o excesso de ventos. 


O poeta inglês Alexander Pope escreveu que uma árvore é "uma coisa mais nobre do que um príncipe em traje de coroação" 

A árvore tem uma forte natureza mágica. Ela é universalmente considerada um símbolo do relacionamento entre céu e terra. Com sua estrutura vertical - o tronco - a árvore estabelece um eixo simbólico de ligação entre o mundo físico e o mundo divino. Por outro lado, seus galhos, ramos, folhas e frutos reúnem toda uma comunidade de aves, insetos, répteis e pequenos mamíferos, o que é um símbolo da infinita diversidade da vida. 

Imagine o Universo como uma árvore invertida que tem suas raízes no céu e suas folhas e frutos na Terra. 

Essa árvore mitológica representa cada alma humana, cujas origens e raízes estão na eternidade, mas cujas folhas e frutos são as atividades práticas do mundo concreto. 

Cada ser humano, como cada árvore, é uma miniatura e um resumo do universo. Esse é um dos motivos pelos quais temos tanto a ganhar convivendo com as árvores. A experiência de comunhão com elas faz parte de uma comunhão maior com toda a natureza e liberta a alma humana de seu sofrimento. 

Não há nada melhor para aliviar o sofrimento da alma do que caminhar pela floresta, sentir sua energia a revitalizar o espírito. Batizar-se nas águas de um riacho. 

Mas o se humano se esqueceu da fonte e busca suas forças no consumismo desenfreado que destrói as florestas. 

No mundo antigo, as novas civilizações surgiam saudáveis em regiões bem florestadas. Algum tempo depois, as populações já se multiplicavam e o consumo de madeira crescia excessivamente. As árvores eram usadas como lenha - algo indispensável para fundir metais - e também como material para construir casas e barcos. 

Nossa pobre inteligência humana só tem a ganhar quando percebemos a inteligência das árvores. O conteúdo das lições que elas nos trazem, porém, depende da nossa capacidade de deixar de lado as coisas pequenas, que pensamos que conhecemos, e de abrir-nos para a magia da vida... 

A magia das árvores!

baseado no post de Carlos C. Aveline.

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