Confundimos a todo instante amor com apego e posse, e ambos geram dor. Amor não gera dor. Amor é liberdade, é libertação. E quando confundimos o amor , nossa mente toma a frente e comumente não damos espaço a quem imaginamos amar, chegando mesmo ao ponto de não permitirmos que esta pessoa sequer respire e, tudo por pura insegurança nossa. Por pura falta de amor de nós por nós mesmos.
É muito comum ouvirmos a expressão... a minha vida sem você não tem sentido... isso não é amor, é apego... ou então, eu te amo... e quero para você o melhor... por isso não posso permitir que se vá, pois não quero que se machuque... aqui ao meu lado terá toda segurança... isso não é amor, é posse. Agindo dessa forma, em ambos os casos, geramos dor. Para nós e para quem imaginamos amar.
Amor na verdade é um misto de atitudes e de entendimentos. Atitudes e entendimentos a cada instante de nossas vidas, que devem existir, de nós por nós mesmos.
Partindo do pressuposto que ainda não conhecemos o amor, vale então dizer, que não sentimos amor por nós mesmos e que acabamos dessa forma, nos prendendo a sentimentos de culpa, repulsa disfarçada, angústia e solidão entre outros.
Mas na prática não é isso o que acontece, as pessoas sempre acreditam se amar e muito! Mesmo não sendo felizes, como gostariam de ser. Nós só podemos dar aquilo que temos. Como acreditamos nos amar, damos aquilo que temos e na mesma proporção, recebemos do mundo que nos cerca. Vivemos boa parte de nossas vidas acreditando que somos felizes, por puro medo de encarar a vida de frente, fazendo aquilo que nossos ancestrais o fizeram, até o momento que nos vejamos tão infelizes, quanto eles o foram também.
É muito comum as pessoas se queixarem de que não são amadas. Isso acontece de forma indiscriminada. Pais que não se sentem amados pelos filhos, filhos que não se sentem amados pelos pais. Maridos pelas esposas, esposas pelos maridos e assim vai. Outros não se queixam, mas sentem os sintomas de sua ausência, que são a depressão e a angústia, que acabam por gerar disfunções ainda mais sérias no futuro.
Mas, voltemos a falar sobre as atitudes... o que você tem feito por você nos últimos tempos? Pelos seus, certamente faz tudo. Ou pelo menos procura fazer. Mas e por você? O que tem feito? Tem sobrado tempo em sua agenda diária pra você?
Esta é a pergunta que poderá mudar a sua vida. Pergunte-se agora: O que fiz hoje por mim? E ontem, o que fiz por mim? Antes de ontem!!! Não necessitamos de coisas grandiosas, para sermos felizes, necessitamos sim, realizar nossos pequenos desejos, pois são eles os facilitadores e impulsionadores de nossa felicidade.
Pergunte também: Meus dias têm sido diferentes? Eles precisam ser diferentes. Não há um dia como o outro. morremos e nascemos todos os dias, de forma que não somos hoje a mesma pessoa de ontem e não seremos amanhã, caso ainda aqui estejamos. Caso eles não estejam sendo diferentes, algo há de errado. Procure colocar um pouco mais de sal em sua vida.
Haja com absoluta sinceridade perante a você mesmo. Faça isso todos os dias. Na devida proporção que comece a existir amor de você por você mesmo, o mundo te amará em igual escala.
Apenas na medida que nos amamos, poderemos amar a alguém, do contrário o que estaremos distribuindo mesmo é apego e posse. Como podemos amar alguém se não conseguimos sequer nos amar?
Outra expressão que se faz muito presente em nossos dias é amor fraterno. Também só conseguiremos concebe-la de fato, no momento que conseguirmos nos amar. Porque fraterno significa respeito às diferenças. Como podemos nós respeitar as diferenças entre nós e nosso próximo, se continuamos a tentar interferir em seu livre arbítrio?
Estamos ainda distantes de compreender o que significa amor fraterno, por opção própria, mas podemos mudar isso agora mesmo, com atitude e entendimento, ou seja, amor. Mas, de nós por nós mesmos.
Sejamos felizes....


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