( Mario Quintana)
Eu escrevi um poema triste
E belo,
apenas da sua tristeza.
apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa,
ao velho Tempo,
ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
E nos barcos de papel envio mensagens ao tempo. Tempo de acalmar a alma das loucuras da vida. Beber do cálice da paciência.
Coração apertado, sorriso nos lábios...
È assim a vida d'aqueles que não se contentam em ler os livros, mas querem escrever histórias. Corremos o risco de nos machucarmos com nossa própria criatividade; de criarmos histórias tão reais que nos perdemos entre o que é real e o que foi inventado. Às vezes, acreditamos mesmo no que escrevemos, mergulhamos em águas intrépidas, nos deixamos levar pela correnteza, só pelo prazer de sentir o gelado da água na pele.
Pelo menos sentimos...
Não nos permitimos fingir...
E o tempo manda cartas. Delas faço barcos de papel...
E o tempo manda cartas. Delas faço barcos de papel...


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