Já ouvi muitas vezes a expressão: Troca de namorado como troca de roupa.
É mesmo assim que funciona a paixão. A gente olha, como que para uma vitrine, sente uma vontade enorme de ter e de usar. Entra nessa relação com uma felicidade imensa. Uma euforia entorpecente, que anestesia as dores da última aquisição já desbotada... Batida.
Experimentamos. O toque sobre a pele define se levaremos adiante ou não; porque se não tiver um “feeling” não vai rolar.
Ás vezes tudo nos cai como uma luva. Alinha-se perfeitamente às curvas do corpo, Não aperta nada, nem incomoda em nada. Traz-nos a sensação de bem estar, felicidade, que realmente dura enquanto dura.
Às vezes, a gente olha, mas quando experimenta se decepciona. Não era bem assim que tínhamos imaginado. Não caiu bem, ficou curta, aliás, é difícil encontrar alguém a minha altura!
Bem, mas sempre dá pra fazer uns ajustes. Aperta-se um pouquinho aqui, alarga-se um pouquinho de lá. Com um pouco de uso acaba-se cedendo e tomando a forma ideal de um bom relacionamento.
Dependendo, dá até pra fazer parte do nosso dia-a-dia. A gente não enjoa. Muda o acessório e parece que tudo se renova...
Torna-se tão confortável que não trocamos por nada. Pode ser mais novo, mais bonito, mais caro. Não importa; porque não abrimos mão do bem estar; da paz; da tranqüilidade.
Enquanto isso, tantas outras peças são jogadas no fundo do guarda-roupa. Por mais na moda que estejam não nos apetece. Tem umas que apertam tanto, que não dá nem pra respirar. Outras de tão largas se perdem pelo caminho e a gente nem sabe onde.
Pura desilusão.

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